UMA INTERPRETAÇÃO DO APOCALIPSE


O Cordeiro contra a besta! Quem vence esta batalha?
Você fica no lado de quem?

INTRODUÇÃO
O conteúdo deste livro é uma visão que o apóstolo João teve do Senhor na ilha de Patmos, acerca de 2.000 anos no passado. Através dos séculos, Apocalipse tem sido o assunto de inumeráveis debates e confusões. Muitas pessoas tem medo der ler o livro; outras tem grande curiosidade. Se você ler mil comentários sobre o livro, ouvirá mil interpretações diferentes. Se isto lhe desanime no seu estudo, lembre-se que Apocalipse foi escrito, não para esconder uma mensagem mas para revelar uma mensagem. O título dado ao livro, bem como a primeira palavra no livro (apokalupsis em grego) significa “revelar “e não esconder. Este livro foi escrito para ser lido, entendido e obedecido pelas pessoas a ele quem foi dirigido.E bom saber que este livro tive e ainda tem uma utilidade muito grande para todos os cristãos. Vale todo o esforço que você pode dar para interpretar e entender o Apocalipse!

O Propósito do Apocalipse: conforto e esperança para os cristãos.

O Contexto Histórico: o conflito entre a igreja e o império romano.

A Mensagem do Apocalipse: a igreja de Jesus Cristo é e sempre será vitoriosa.

O Conteúdo da Visão: Os juízos de Deus caem sobre os inimigos da igreja.

O Esboço da Visão: 7 selos / 7 trombetas / 7 taças.

Os Resumos dos Capítulos:
1 — Jesus está no meio das igrejas.
2 e 3 - Cartas Pessoais às Sete Igrejas na Ásia.
4 — O Deus dos Cristãos está Reinado do Trono no Céu.
5 — O Cordeiro que foi Morto é Digno de Tomar o Livro.
6 — Jesus abre o Livro com Sete Selos.
7 — 144,000 Servos de Deus Selados para sua Proteção.
8 e 9 — As Sete Trombetas Trazem Pragas sobre os Maus.
10 — João devora o Livrinho e Continua a Profecia.
11 — As Duas Testemunhas Pregam, Morrem e Revivem.
12 — O Dragão Frustrado e Derrotado Ataca a Mulher.
13 — A Besta do Mar (666) e da Terra Aparecem.
14 — Quatro Vozes Anunciam o Resultado do Conflito.
15 — As Taças da Ira de Deus São Anunciadas.
16 — Flagelos Derramados das Sete Taças.
17 — Babilônia e a Besta são Identificadas.
18 — A Queda de Babilônia.
19 — As Bodas do Cordeiro e a Derrota dos Inimigos.
20 — Os 1000 anos e Gog e Magogue Derrotados.
21 — A Nova Jerusalém Desce do Céu.
22 — Conclusão: Uma Advertência e convite.

CHAVES IMPORTANTES PARA ENTENDER O APOCALIPSE

1. Uma chave é reconhecer que este livro foi dado, escrito e distribuído a certos cristãos, em certo lugar, numa certa época. Qualquer interpretação deve considerar este fato. A tribulação da qual o livro falava já estava acontecendo (1:9), pelo menos em parte. Aquelas igrejas da Ásia (leitores originais) seriam abençoados por esta carta (1.3). Como é que, por exemplo, profecias sobre a URSS ou um Papa Católica ou qualquer dos eventos do nosso século atual ajudariam aqueles irmãos do primeiro século? Ao contrário, esta visão era para eles e podia ser aplicada por eles nas suas vidas. Apocalipse foi escrito para ser entendido pelos irmãos a quem ele foi dirigido.

2. Outra chave para entender o livro é reconhecer que Apocalipse trata de events proféticas os eventos profetizados aconteceriam em breve (logo). Isto é afirmado claramente vário vezes dentro do próprio livro. No primeiro século d.C. , estas coisas iam acontecer “em breve” (1:1; 22:6). O tempo já estava próximo quando João escreveu, quase dois mil anos atrás (1:3; 22:10). Veja a questão de não “selar” o livro (Daniel 8.26; 12.4,9 e Apocalipse 22.10). Selar a profecia de Daniel seria não permitir que os acontecimentos nele revelados chegassem ao conhecimento das pessoas, pois, referiam-se “ao futuro distante”. Esta “futuro distante” era mais ou menos 400 anos. Não selar a profecia de Apocalipse seria não evitar que as coisas nele reveladas chegassem ao conhecimento das pessoas, já que o que nele estava escrito, referia-se a acontecimentos que se dariam em breve. Logo, a utilidade de Apocalipse para nós hoje em dia não está nos acontecimentos por ele revelados, pois referiam-se unicamente à época em que foi escrito, mas nos princípios de encorajamento e vitória eterna para os cristãos em dificuldades. Apocalipse não se aplica literalmente à nossa época (os princípios e lições sim) porque o Apocalipse trata, principalmente , de profecias que já se cumpriram.

3. Uma chave importante é reconhecer que a visão está na forma de símbolos e figuras. Estes símbolos não devem ser entendidos como literais. (Por exemplo, Satanás não é, literalmente, um dragão com cor vermelho, 7 cabeças, dez chifres e uma grande cauda.) Os símbolos representam pessoas, eventos, verdades e princípios. Para entender linguagem simbólica, temos que interpretar o significado dos símbolos. Mas como? Às vezes, a interpretação vem do próprio livro. Neste caso a interpretação é segura. Outras vezes as figuras são semelhantes a outras que já se encontram na Bíblia e o sentido é fácil de entender. Nestes casos, temos alguma confiança na interpretação. Às vezes, nós, os alunos, temos que interpretar os símbolos baseados em nosso entendimento da Bíblia em geral, a história da época quando foi escrito, e às vezes, pela simples lógica e bom raciocínio. Nestes casos, cada um tem o direito à sua opinião. Isto não significa que não podemos entender linguagem simbólica, só que não devemos ser tão dogmáticos quando se trata do fruto do nosso raciocínio.

Exemplos de quando a interpretação se encontra no próprio livro:
Um semelhante a um filho de homem (1:13,17-18)
As 7 candelabros (1:13, 20)
As sete estrelas ((1:16,20).
As 2 testemunhas (11:3, 4)
O dragão (12:9)
Os 144.000 (14:4)
A besta do mar (17:8)
Os 10 chifres (17:12)
A prostituta (17:18)
As sete cabeças (17:9)

Exemplos de quando o símbolo se encontra em outras partes da Bíblia:
O selo de Deus (Apocalipse 7:1-4 e Ezequiel 9:1-9)
O filho do Homem (Apocalipse 1 e Daniel 7:9ss; 10:5, 6; Ezequiel 1:7, 26ss; 3:2)
Trono no céu (Apocalipse 4 e Isaías 6:1; Zacarias 5:1-3)
Livro da vida (Êxodo 32:33; Salmos 169:28; Malaquias 3:16; Isaías 22:22)
Medir o templo (Ezequiel 40:3; Zacarias 2:1ss)
Comer o livro (Apocalipse 10:5-11 e Ezequiel 2:8-3:14)
Ceia para as aves (Ezequiel 39:16:20)
Gogue e Magogue (Ezequiel 38 e 39)
Novo céu e nova terra (Isaías 65:17ss; 66:22ss)

4. Uma chave que ajuda muito é conhecer o contexto histórico , quer dizer, qual a situação do mundo nos dias das pessoas a quem o livro foi dado. Neste caso, o império romano dominava o mundo e iniciou uma religião obrigatória de adoração ao imperador. Domiciano, o oitavo imperador, se chamava de “Senhor e Deus do universo”. Quem se recusou a reconhecê-lo assim, sofreu. Milhares de cristãos foram torturados e mortos. O império e a igreja entraram em conflito mortal. Os cristãos, sem poder político, sem armas nem exércitos, sem influência no governo e sem recursos financeiros, enfrentaram o rei do mundo e venceram! O preço da vitória foi alto, mas venceram.

O Império Romano dominava aquele período da história. Este dominava da Britânia à África e até o Rio Eufrates.Seus exércitos espalhados por todo lugar seguravam seu controle sobre muitas nações. A conquista militar, bem como o comércio definiu o império. O luxo ao lado da pobreza e escravidão contribiu para a decadência moral. Capítulo 1 de Romanos apresenta uma amostra disto.

Roma também era o centro de religião. A superstição (os deuses romanos), e a ritualismo deixou o povo vazio moralmente e o cristianismo descobriu um campo fértil para o evangelho. Mas Roma, para criar um senso de unidade entre povos conquistados e manter poder sobre os conquistados, tinha criado uma religião imperial, construindo templos pagãos e endeusando os imperadores. O imperador era cosiderado como divino. Prestar culto ao imperador seria ato de lealdade ao Império. Augusto recusou tal culto em Roma, mas permitiu-o nas províncias. Quando esta prática entrou em contato com as religiões monoteístas como o judaísmo e cristianismo, a perseguição iniciou-se. Calígula (37 - 41 DC) tentou forçá-lo, colocando suas imagens nos templos ao redor do Império, mas morreu antes que isto pudesse ter sido feito efetivamente. Nero (54 - 68 DC) ordenou a perseguição dos cristãos, por serem eles uma ameaça (assim julgava) ao império , no último ano de seu reinado, em Roma. Depois da morte de Calígula, nenhum dos imperadores promoveu ativamente este culto, até a época de Domiciano. Contudo, estavam sendo erigidos templos para este fim por todo o Império, durante o primeiro século.

Domiciano (81 - 96 DC) foi o que liderou a perseguição não só em Roma, mas por todo império. Ele proclamou - se “Senhor e Deus” antes de sua morte, exigindo que seus súditos o adorassem. A recusa essa adoração constituía-se irreverência e sinal de traição. O teste de lealdade ao Império, bem como ao imperador, era a saudação: “César é o Senhor”. Foram forçados a jogao incenso no altar . Recusar era desleal. Fazendo provou que não era cristão. Muitos acharam bobagem e fizeram para salvar as suas vidas. Os fiéis olharam para estes com olhos máus. Logo, sob Domiciano, o cristianismo foi declarado como religião ilegal. O império se prontou para forçar adoração do imperador e punir os cristãos.

Foi na província romana da Ásia Menor que o culto imperial foi mais desenvolvido. Havia um grupo de oficiais romanos chamados concilia, cujo propósito era promover a adoração do imperador. Construiram imagens dos imperadores e altares para a sua adoração. Viajando de cidade em cidade, eles ouviriam acusações feitas contra aqueles que se recusavam a dizer que “César é o Senhor”. Estes seriam levados perante os concilia e teriam a oportunidade de fazer esta declaração em público. Se não o quisessem seriam, condenados como ateus, traidores do imperador e do Império, e suas propriedades poderiam ser confiscadas e o castigo apropriado atribuído.

Vários tipos de penas oficiais e de diversos graus foram aplicados aos fiéis. Os crentes em Cristo estavam sujeitos à prisão, confisco de bens e até mesmo a morte (capítulo 13. 5-10, 11-18, 14-17).

Paulo enunciou o princípio que causou o grande conflito entre a igreja e o imperador Domiciano, antes desse ter decretado a adoração ao imperador vivo (I Coríntios 8.5,6 ).

Os cristãos recusaram a adorar Domiciano, por isso passaram a ser odiados e perseguidos. Mentiras começaram a circular a respeito dos cristãos, para difamá-los. Exemplos: “Eles praticam incesto, pois irmãos casam-se entre si”, “Eles bebem sangue durante suas reuniões”, etc. Não só o império tornou-se contra a igreja, mas também os que comercializavam objetos religiosos pagãos e pessoas de outras religiões contrarias a fé verdadeira.

O contexto histórico se encontra na história secular mas também dentro do próprio livro do Apocalipse. Conhecer esta história é tão importante para uma boa interpretação da visão que devemos partir agora para capítulos 12,13 e 17 , antes de continuar.

5. A data da visão é importante para a interpretação deste livro para confirmar o contexto histórico. Não há consenso acerca da data. São três idéias principais:

Na Época de Nero (54-68 DC)
Os sustentadores desta teoria interpretam 11.1,2 como significando que o Templo de Jerusalém não havia ainda sido destruído, o que só ocorreu em 70 d.C.

Contra esta teoria, não há nenhuma evidência de que a perseguição sob Nero foi mais que apenas local. Não há nenhuma evidência de que a perseguição foi levada às províncias. A maior dificuldade com a datação no período de Nero é a falta de evidência de que ele tenha promovido ativamente o culto à sua pessoa. També o templo mencionado em 11:1,2 bem pode ser simbólico num livro simbólico.

Na época de Vespasiano (69-79 DC)
A interpretação mais natural de 17.9-11, que se refere aos cinco reis já caídos, significaria: Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. O “um existe” seria Vespasiano, e “e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco” seria Tito que reinou apenas dois anos. “E a besta que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete”, seria então Domiciano.

Veja 17:8,11. A besta “já não “e”. A besta “”era” e “está para subir” mas quando Apocalipse foi escrito , ela não era. Se a besta representa Roma imperial que persegue a igreja (nero e Domiciano, então Apocalipse não podia ser escrito durante o reino deles.

Na Época de Domiciano (81-96 DC)
Irineu, aluno de Policarpo, escreveu: “Não vamos, porém,nos arriscar em pronunciar positivamente o nome do anticristo, porque se fosse necessário que este nome seja revelado nesta época presente, teria sido anunciado por aquele que viu a revelação (Apocalipse). Porque [ele (João?)ou aquilo (O Apocalipse?)]foi visto ...perto do fim do reinado de Domiciano.” (Irenaeus, Contra Heresias 5:30:3). Esta é a base principal par pensar que Apocalipse foi escrito no reinado de Domiciano. Óbviamente, o assunto não é tão definitivo.
Contexto histórico do livro (o conflito entre a igreja e o império romano) foi profetizado no livro mas a visão foi recebido quando este conflito ainda era profecia. O tempo presente do livro visto nas cartas às igrejas em capítulos 2 e 3, refletem perseguiçao pelos judeus na Ásia em vez dos romanos.

6. A maneira de se interpretar Apocalipse depende grandemente do método usado. Através dos séculos, muitos métodos foram propostos, cada um baseado em uma teoria específica, resultando em várias interpretações diferentes. Nenhum outro livro do NT foi interpretado de tantas maneiras diferentes. Vejamos cinco modos básicos como Apocalipse tem sido interpretado:

     a. Método do Passado - No sentido estrito do termo, isto significa que todo o Apocalipse se cumpriu no passado, nos dias do Império Romano. A premissa básica daqueles que mantêm este conceito, é que o Apocalipse é um retrato das condições do Império na última parte do primeiro século.

O Apocalipse deve ser estudado e interpretado com base nas circunstâncias históricas do autor e destinatários, e levando em consideração o propósito pretendido do livro que era o de consolar os leitores do primeiro século, período em que foi escrito. João escreveu primariamente para o encorajamento e edificação dos crentes de seus próprios dias, tratando de acontecimentos que se relacionavam a eles. Logo, o Apocalipse é um livro de significados espirituais ancorados em uma situação histórica específica. Contudo, como acontece em toda profecia, as verdades subjacentes são verdades nestes dias como naqueles. Á medida que o leitor vê o ensino que encoraja os cristãos a permanecerem fiéis a Jesus Cristo, quando as forças do mal tentam sobrepor-se, o valor deste livro, em qualquer era, é discernido. Porém, quando se perde de vista o fundo histórico de que o livro proveio e de seu propósito na época da escrita, pode-se oferecer qualquer interpretação aos símbolos. É necessário colocar Apocalipse no seu contexto literário e histórico apropriado para lermos com proveito. Talvez, nenhum outro livro do NT, por sua interpretação, seja tão dependente de seu fundo histórico.
Logo, os símbolos representam pessoas, eventos, verdades e princípios. As evidências internas do Apocalipse, apontam para este método de interpretação como sendo o mais coerente e eficaz no entendimento do significado das profecias contidas no livro.

    . b Método do Futuro - O método de interpretação que se baseia nesta teoria, vê o Apocalipse como se referindo a eventos relacionados somente com o tempo imediatamente anterior e seguinte ao segundo advento de Cristo. Este conceito considera o Apocalipse como inteiramente escatológico, sendo um livro de profecias não cumpridas; e ainda afirma que tanto quanto possível deve ser interpretado literalmente. É desta idéia que originou-se a Teoria Dispensacionalista, que foi sistematizada e popularizada pela bíblia Schofield. Esta teoria diz que Jesus veio a primeira vez para estabelecer o Reino, mas, mediante sua rejeição por seu próprio povo (os judeus), a igreja foi estabelecida como um parêntese na história, até o tempo em que ele finalmente estabeleça o Reino sobre a terra. Este grupo também considera o Israel apocalíptico como literal e, desta forma, insiste em uma restauração literal do reinado de Israel. De fato, quanto mais literalmente se considera o Apocalipse, mais fortemente se será um Futurista. Só que, o Apocalipse é altamente simbólico por toda parte, e traduzi-lo literalmente é uma perversão das Escrituras. O valor do livro seria principalments para os cristãos que vivem perto da segunda volta do Senhor.

     c. Método da História - Este método considera o Apocalipse como um resumo da história da igreja (ou da história da humanidade durante o período da igreja), desde da época de João até a consumação. A idéia é que eventos que se iniciaram nos dias de João e se estendem até o fim dos tempos são descritos no livro. O argumento usado em favor desta idéia é afirmado na base da menção de dois términos: o dia em que o autor viveu e o dia do fim. Através deste método personagens como: Sadan Husein, O Papa, Adolf Hitler; e ainda eventos como: a segunda guerra mundial, a queda do socialismo, a união dos países europeus e a criação do “euro”, moeda comum européia, são vistos no livro. Este método citado descreve a visão típica dos denominacionais acerca do significado das profecias do Apocalipse.

     d. Método da Filosofia - Este método de interpretação diz que Apocalipse é um livro poético que ensina apenas verdades espirituais, mas não se refere a nenhum evento histórico passado ou futuro. A base para este método de interpretação esta na conceito de que o Apocalipse é uma discussão acerca das forças subjacentes aos eventos, mas não uma discussão dos próprios eventos. Em cada caso, os símbolos são entendidos como referindo-se a conflitos que podem ter sido travados muitas vezes repetidamente. Pode ou não haver uma continuidade, pois a ênfase principal é sobre a apresentação do eterno conflito entre o bem e o mal.

7. Uma chave para interpretar o Apocalipse é reconhecer dentro da visão um bom esboço, especialmente nos capítulos 14-21. Podendo ver um plano, ou seja, uma ordem no desenvolvimento da visão deve ajudá-nos perceber a ligação emtre o contexto histórico, a linguagem usada e o propósito do livro. No esboço seguinte, note especialmente os capítulos 14-21.

ESBOÇO DA VISÃO DO APOCALIPSE

I. INTRODUÇÃO
Esta é uma mensagem de Deus para a igreja na Ásia. (1:1-11)
Jesus, glorioso, poderoso, santo e vivo, está no meio das igrejas. (1:12-20)

II. JESUS MANDA CARTAS PARA SETE IGREJAS NA ÁSIA
Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira. (2:1-29)
Sardes, Filadélfia, Laodicéia. (3:1-22)
III. UMA CENA DO TRONO NO CÉU (4:1-11)
Uma mensagem de conforto para os cristãos:
Deus está em controle da situação (e não o imperador romano).

IV. O CORDEIRO TOMA O LIVRO SELADO (5:1-14)
Uma mensagem de conforto para os cristãos: Jesus venceu e é digno de abrir o livro dos juízos futuros de Deus contra os desobedientes.

V. JESUS ABRE OS SELOS DO LIVRO (6:1-17)
Os juízos de Deus contra os rebeldes, pecadores e perseguidores da igreja, são revelados e executados por Jesus.
CAVALO BRANCO: Jesus, a Palavra, que vence o diabo e julga o pecador.
CAVALO VERMELHO: A espada, guerra, invasão.
CAVALO PRETO: Fome.
CAVALO AMARELO: Peste, feras, morte.
OS MÁRTIRES PEDEM VINGANÇA: Estes juízos estão contra os perseguidores da igreja, mas a perseguição vai durar mais um pouco. Deus dá oportunidade para o arrependimento.
ANÚNCIO DA CHEGADA DO DIA DA IRA DE DEUS E DO CORDEIRO: A paciência e Deus tem limites. O opressor será destruído.

VI. INTERVALO PARA EXPLICAR E CONFORTAR:
OS 144.000 SELADOS DE ISRAEL (7:1-8)
Todos os servos de Deus serão preservados quando Deus derramar Sua ira sobre o inimigo da igreja.
A GRANDE MULTIDÃO VITORIOSA NO CÉU (7:9-17) A proteção de Deus funciona! Os que passam pela grande tribulação fiéis a Jesus estão alegres e seguros.

VII. JESUS ABRE O SÉTIMO SELO: sete trombetas (8:1-9; 21) Os detalhes do dia da ira de Deus são desenvolvidos na forma de 7 trombetas (7 pragas).
    1a TROMBETA: 1/3 da vegetação queimada - ataca a comida
    2a TROMBETA: 1/3 do mar se torna sangue - ataca o comércio.
    3a TROMBETA: 1/3 da água se torna amargosa - ataca a bebida.
    4a TROMBETA: 1/3 dos corpos celestiais escurece - ataca o meio- ambiente.
    5a TROMBETA: Gafanhotos atormentam os homens - corrupção interna.
    6a TROMBETA: 200.000 cavaleiros atacam - invasão do exterior.
Estes juízos de Deus são para advertir os opressores e chamá-los ao arrependimento, mas não adianta. Eles não se arrependem dos pecados. Agora só resta exterminá-los.

VIII. INTERVALO PARA EXPLICAR E CONFORTAR:
JOÃO DEVORA O LIVRINHO (10:1-11) Quando a 7a trombeta tocar, o julgamento de Deus contra o inimigo (Roma) será completo.
JOÃO MEDE O SANTUÁRIO (11:1-2) A igreja vai sofrer no conflito com Roma, mas será preservada.
DUAS TESTEMUNHAS MORTAS MAS RESSUSCITADAS (11:3-14) A igreja, sendo fiel ao evangelismo, mesmo sendo perseguida, será preservada por Deus.

VIII. A 7a TROMBETA TOCA (11:15-19) Babilônia (Roma) vai cair, mas, primeiro vem uma recapitulação para explicar de onde veio, quem é, e porque será destruída; quer dizer, quais os seus pecados.
A MULHER GRÁVIDA dá à luz um menino e o dragão não consegue devorá-lo nem matar a mulher (12:1-18). Satanás já foi frustrado nos seus planos de matar Jesus, expulso do céu para não poder acusar o povo de Deus e agora, na sua ira, vai perseguir a igreja.
SATANÁS CHAMA A BESTA DO MAR (13:1-18) para usá-la na perseguição da igreja. Uma outra besta (da terra) promove adoração da besta do mar. O instrumento de Satanás é identificado com os imperadores de Roma ajudado pela religião perversa da adoração dos imperadores.

IX. QUATRO VOZES ANUNCIAM MANCHETES DO RESULTADO DO CONFLITO (14:1-13)
     1. A JUSTIÇA DE DEUS TRIUNFA! A 7a trombeta tocou! (14:6,7).
DUAS CEIFAS (14:14-20). A hora da ira de Deus contra o império romano chegou e os opressores serão exterminados.
TAÇAS ANUNCIADAS (15:1-8). Com mais 7 pragas, a ira de Deus contra Roma se consome.
TAÇAS DERRAMADAS (16:1-21).
Úlceras Malignas.
O Mar se Torna Sangue.
As Águas se Tornam Sangue.
O Sol Queima Os Homens.
Dores, Angústias, Úlceras.
Exército se Prepara Para Atacar.
Terremoto e Chuva de Pedras.

     2. BABILÔNIA CAIU! (14:8)
BABILÔNIA IDENTIFICADA (17:1-18) A grande meretriz é Roma, o poder comercial do mundo.
BABILÔNIA CAIU, CAIU! (18:1-24) A ruína do império romano é completa e definitiva.

     3. OS ADORADORES DO IMPERADOR SÃO JULGADOS! (14:9-12) ARMAGEDOM E A CEIA DO SENHOR (19:11-21) Os inimigos da igreja são derrotados e destruídos totalmente.
O DRAGÃO PRESO (20:1-3) Satanás derrotado, mas não destruído. Ele vai surgir de novo.
O GRANDE TRONO BRANCO E O LAGO DE FOGO (20:11-15) Os opressores derrotados e castigados.

     4. OS CRISTÃOS QUE MORREM NO CONFLITO SÃO ABENÇOADOS! (14:13)
AS BODAS DO CORDEIRO (19: 1-10) A igreja vitoriosa recebida por Cristo.
A RESSURREIÇÃO DOS MÁRTIRES PARA REINAR (20:4-6) Os cristãos são vitoriosos mesmo que tenham morrido.
A DERROTA DE GOG E MAGOGUE (20:7-10) Qualquer futuro instrumento que Satanás usar para perseguir a igreja também será derrotado por Deus.
NOVO CÉU E NOVA TERRA (21:1-8) Descanso e alívio para os fiéis
A NOVA JERUSALÉM (21:9 - 22:5) A igreja fiel, e por isso vitoriosa, é preciosa, segura e abençoada.

X. CONCLUSÃO: ADVERTÊNCIA E CONVITE (22:6-21)

Referências:
Dois excelentes livros na língua portuguesa são “O Cordeiro e Seus Inimigos” – Rubel Shelly – Editora Vida Cristã e “A Mensagem do Apocalipse: Digno é o Cordeiro” – Ray Summers – Juerp.
As anotações de Nilton Barreto para “Estudo Intensivo Oferecido aos alunos do EBNESR em 14 a 16/12/00 também me ajudaram muito.

NOTA FINAL: Lembre-se que esta é UMA INTERPRETAÇÃO do Apocalipse !

 

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